Desafios e Desenvolvimento

A Guiné-Bissau, é um dos países mais pobres e mais frágeis do mundo, tem uma população de 1,8 milhões sendo que 75% da força de trabalho pertence ao setor da agricultura, que compreende 50% do PIB nacional. A costa do Oceano Atlântico da Guiné-Bissau é composta por um arquipélago, Bijagós, de mais de 100 ilhas. Faz fronteira com o Senegal ao norte e a Guiné a sul e a leste e, apesar da sua dimensão, apresenta uma grande variedade de grupos étnicos, línguas e religiões.

 

Para contribuir ao desenvolvimento económico da Guiné-Bissau e reduzir a insegurança alimentar  nas populações rurais,  a (ADDA e UCV), organiza e capacita os pequenos agricultores familiares em técnicas de agricultura sustentáveis que permitam aumentar a segurança alimentar e, com o excedente, reduzir a pobreza criando resiliência nas famílias rurais.

Na Guiné Bissau iniciamos o processo de conversação com os produtores locais de caju. O caju é um pseudo-fruto constituido de duas partes: o fruto propriamente dito, que é a castanha; e o seu pedúnculo floral, o pseudofruto, um corpo piriforme, amarelo, rosado ou vermelho. É altamente rico em vitamina C e ferro, e por isso, tornou-se um produto essencial na base da alimentação guineense, e é a actividade que desempenha o papel mais importante no mercado mundial de castanha de caju com a parcela no comércio crescendo de 5% em 1986, para 12% em 2011, tornando-se, assim, o segundo exportador mundial nesse último ano, com receita de US$ 203.750 milhões, atrás apenas da Costa do Marfim.

 

A economia da Guiné-Bissau continua a expandir-se apesar do impasse político e da suspensão dos fluxos dos doadores com destino ao país. O crescimento económico atingiu 5,9% in 2017, como reflexo em grande medida aos preços internacionais elevados do caju e ao volume da produção de caju. Contudo, a atividade económica abrandou em 2018, o que se explica principalmente pela queda da produção do caju causada pelas condições climatéricas desfavoráveis e declínio dos preços do caju. As flutuações nos preços internacionais do caju continuam a ter implicações significativas no crescimento e no orçamento, dada a elevada concentração nas exportações de caju.

A campanha comercial de alto valor é cultivada e colhida principalmente na Guiné e em algumas partes da Ásia, no entanto não se tem sentido esse valor junto da comunidade produtora que muita vez se vê enganada pelos mediadores e não é paga pela sua produção A dinamica de mediação entre os exportadores e os produtores resulta um win-win situation, uma vez que se apoio o produtor local e ainda se dinamiza e investe no processamento e distribuição totalmente integradas.